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Linha 04 · Transporte

Roletes para correia transportadora

Roletes de carga, retorno e impacto, cavaletes, tambores, raspadores e acessórios dimensionados conforme a ABNT NBR 6172 e a realidade do seu transportador — largura de correia, carga e velocidade.

Onde está o dinheiro

O rolete é barato. A correia que ele destrói, não.

Rolete é o item que mais se compra por preço e o que mais causa prejuízo indireto quando é escolhido errado. Um rolamento que trava transforma o tubo em lâmina: a correia desliza sobre metal parado, a cobertura inferior desgasta numa faixa e, sem alguém perceber, o rasgo longitudinal aparece.

A conta é simples de fazer e quase ninguém faz: o custo de uma correia nova paga muitos jogos de rolete especificados corretamente. Por isso a nossa cotação começa por largura, carga e velocidade — não pela lista de preço.

Artigos sobre manutenção de transportadores

O que define a especificação
DadoDefine
Largura da correiaComprimento do rolete e série do cavalete
Carga por roleteDiâmetro do tubo, eixo e série de rolamento
Velocidade da correiaRotação e exigência de balanceamento
Espaçamento de cavaletesDistribuição de carga por rolete
Ângulo de acamamentoGeometria do cavalete de carga
AmbienteVedação, tipo de graxa e proteção contra pó

Referência normativa: ABNT NBR 6172 — transportadores contínuos, roletes para transportadores de correia.

Componentes

O que fornecemos para o transportador

01

Roletes de carga

Sustentam a correia carregada, normalmente em cavalete de três roletes que forma o acamamento. É o item de maior quantidade e maior impacto no consumo de energia da linha.

  • Liso
  • Guia
  • Autoalinhante
02

Roletes de retorno

Sustentam a correia vazia no ramo de retorno. Sofrem com material aderido na correia — daí as versões em anéis espaçados, que reduzem acúmulo.

  • Reto
  • Anéis de borracha
  • Espiral
03

Roletes de impacto

Revestidos com anéis de borracha, ficam na região de carregamento e absorvem a energia da queda do material. Protegem a cobertura da correia justamente onde ela mais sofre.

  • Anéis de borracha
  • Zona de carga
  • Alta absorção
04

Cavaletes e suportes

Estrutura que posiciona os roletes. Cavalete fora de esquadro é uma das causas mais frequentes de desalinhamento crônico de correia.

  • Carga
  • Retorno
  • Impacto
  • Autoalinhante
05

Tambores

Tambores de acionamento, retorno, encosto e esticamento, com ou sem revestimento. O revestimento define a tração disponível e a tendência a acúmulo de material.

  • Acionamento
  • Retorno
  • Encosto
  • Revestido
06

Acessórios

Raspadores primário e secundário, saias de vedação, guias laterais e revestimentos de chute — os itens que decidem se a linha suja o entorno ou não.

  • Raspadores
  • Saias
  • Guias
  • Revestimentos

Diagnóstico

Sintoma no transportador e o que ele costuma significar

Antes de trocar componente, vale ler o sintoma. Boa parte dos problemas de transportador tem causa mecânica e volta a acontecer se só a peça for trocada.

Ruído metálico e agudo em ponto fixo

Rolamento no fim da vida ou rolete já travado. Ação imediata: localizar e substituir antes que o tubo comece a cortar a correia. Ruído localizado é o aviso mais barato que a linha dá.

Desgaste da cobertura em faixa longitudinal

Clássico de rolete travado. A faixa marca exatamente a posição do rolete parado. Se a correia já rasgou nessa linha, a causa esteve ali por semanas.

Desalinhamento sempre para o mesmo lado

Causa sistemática: cavalete fora de esquadro, estrutura torcida, carregamento descentralizado no chute ou material aderido ao tambor. Roletes de alinhamento corrigem o efeito, não a causa.

Acúmulo de material sob o transportador

Raspador desregulado ou no fim da vida. O material que volta grudado na correia é o que suja o retorno, empasta rolete e vira desalinhamento alguns meses depois.

Consumo de energia subindo sem mudar produção

Muitos roletes com resistência ao giro elevada. Individualmente cada um parece irrelevante; somados ao longo de uma linha longa, aparecem na conta de energia.

Dúvidas técnicas

O que perguntam sobre rolete e transportador

Como dimensionar o rolete para a minha correia?

O ponto de partida é a largura da correia, que define o comprimento do rolete e a série do cavalete. Em seguida entram carga por rolete, velocidade da correia, espaçamento entre cavaletes e ângulo de acamamento — esses dados determinam diâmetro do tubo, eixo e série de rolamento.

A ABNT NBR 6172 padroniza as dimensões de roletes para transportadores de correia e é a referência que usamos na especificação. Com a largura da correia e a carga, já dá para fechar boa parte da definição.

Qual a diferença entre rolete de carga, de retorno e de impacto?

O rolete de carga fica no ramo carregado e sustenta correia mais material, normalmente em cavalete de três roletes que dá o acamamento. O de retorno sustenta apenas o peso da correia vazia e costuma ser um rolete único e reto.

O de impacto é revestido com anéis de borracha e fica na região de carregamento, onde o material cai sobre a correia. Sua função é absorver energia e proteger a cobertura — usar rolete comum nessa posição encurta a vida da correia de forma bem perceptível.

Rolete travado pode furar a correia?

Sim, e é uma das causas mais comuns de dano severo. Quando o rolamento trava, o rolete deixa de girar e a correia passa a deslizar sobre um tubo parado. O atrito desgasta a cobertura inferior numa faixa localizada e, se ninguém detectar, o tubo se corta em forma de faca e chega a rasgar a correia longitudinalmente.

É a situação em que economizar no rolete custa uma correia inteira. Inspeção auditiva periódica na linha é a medida mais barata que existe.

Por que a correia desalinha sempre para o mesmo lado?

Desalinhamento constante para um lado indica causa sistemática, não aleatória: cavalete fora de esquadro, estrutura torcida, carregamento descentralizado no chute ou material aderido ao tambor formando relevo. Ajustar roletes de alinhamento sem corrigir a causa raiz mascara o problema e acelera o desgaste da borda da correia.

Vale a pena trocar todos os roletes de uma vez?

Depende da idade da linha. Em transportador com muitos anos e roletes da instalação original, a troca em bloco costuma sair mais barata que a substituição pontual mês a mês — porque cada intervenção isolada consome parada, mão de obra e risco.

Em linha nova ou com renovação parcial recente, troca em bloco é desperdício. Nesse caso o certo é mapear os roletes críticos, começando pela zona de carregamento.

Cotação de roletes

Com largura de correia e carga, a gente já especifica.

Informe a largura da correia, o tipo de rolete, a quantidade e — se souber — velocidade e espaçamento entre cavaletes. Se estiver resolvendo um problema recorrente, descreva o sintoma: às vezes a solução não é o rolete.

  • Dimensionamento conforme ABNT NBR 6172
  • Cavaletes, tambores e acessórios no mesmo pedido
  • Leitura do sintoma antes da recomendação